segunda-feira, 25 de novembro de 2013

                                   De quem eu sou?



De quem eu pertenço antes de tudo?
A quem eu devo pertencer?
Eu devo pertencer à alguém?
O que é pertencer?
Antes que você me pertença eu devo te dizer que eu pertenço a mim mesma
Não pertenço a religião, a minha cidade, ou a um homem
Antes de me chamar de sua eu serei só minha
Ao me entregar a seu corpo não serei sua
Seremos um do outro e não pertencer somente a um
Eu me pertenço, para me pertencer eu preciso ser somente eu mesma
Em razão do meu viver, seremos um pertencer só
Sem egoísmos SUPÉRFLUOS.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

                                     O silêncio chama






E quando o silêncio me bater
Chame a vida para mim
Bem de mansinho pra ela encher minha alma de luz
Pra me fazer andar correndo como quem tem pressa
Por ruas, por bares, por rios
Onde tenha movimento
Pra eu dançar e cantar até o sol nascer e dormir outra vez
Assim eu nasço noutro dia pra brincar com a luz do dia.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

                             Homossexualismo 


 O título é esse mesmo, curto e direto, há um assunto que quero tratar, a liberdade de de ter a sexualidade que bem entender, para que você entenda, a sexualidade de uma pessoa é relativo não só a ela mas em todos, porque a partir de que ela escolha sua sexualidade, os outros a sua volta devem respeitar, não só pela opção que ela opta, mas pela liberdade de viver com o que deseja ser.

  Hoje em dia, todo mundo exerce a sua opinião, até mais do que há alguns anos atras, pois o mundo que recebe essa pessoa vem de uma geração nova, inteligente e aberta a novas ideias, só que para aceitar com bons olhos a opção da sexualidade de alguém não é tão fácil quanto parece, porque existem preconceitos e críticas, começando por dentro de casa, talvez porque a família não saiba lidar, não conhece, acha que é doença ou algum tipo de mau feito do coisa ruim. Para se mostrar a sociedade como você é, deve saber que não vai ser fácil, pois nem todo mundo está aberto a novas ideias e opções sexuais.

  Mas você deve entender, que fora preconceitos imaturos e críticas preconcebidas, dentro de você mora um homem, que deve ser bom, que deve sempre fazer o bem, pensar nos outros como um todo, sem se importar com a indiferenças e desigualdades, que deve respeitar acima de tudo.

  A opção da sexualidade se deve ao ser, a essência dele, como um homem que luta pelo amor, pela igualdade, e pela paz.

  Frente a um espelho, você se reconhece, esse espelho que te acompanha desde  a infância, trazendo seu conhecer, seu íntimo, sua identidade, seu ato de ser alguém. Fotografa leves momentos de reflexão, seus atos de reconhecimento, as suas relatividades com seu meio de viver. Se descrevendo talvez em enigmas. Te leva a pensar, quer melhor amigo que um espelho, que me dá à capacidade de protestar a eu mesmo, encontrando respostas para o meu silêncio protestante frente a um espelho.

  O processo de identidade cabe ao reconhecimento do seu eu, diante da sociedade, relacionando ao seu meio de convívio, e as dificuldades do seu dia a dia, num processo de intendimento do ato de ser socialmente, assim sabendo o que quer, definindo ser alguém.

  Mas interligo isso, prosseguindo o compreendimento de tais sujeições a sociedade, que nos sujeita a compreensão sendo um ato contraditório, exigindo que mudemos sem mudar.

  Frente de um espelho exigindo de se mesmo, no ato de protestar, prosseguindo se relacionar.

  Todo ser humano no seu processo de amadurecimento já se sujeitou a se  relacionar aos outros, ambos os sexos, como se o outro fosse um reflexo, algo para entender como ser alguém. No espelho você se conforta, assegura-se, desde de que se identifique um ser relativos aos outros, interligando a se mesmo reflexos de uma sociedade.

  Se identifica, se descreve, se assusta, se aceita, no ato de ser alguém. O espelho é um grande amigo, te conhece desde a infância em processo de liberdade em conhecer a si próprio no ato de protestar relatividades do seu meio de convivência.

  Me pergunto, se alguém nesse mundo como um ser humano opta pela sexualidade que bem lhe cabe, ele deverá ser excluído da sociedade por não seguir padrões e regras conformistas?

  Sexualidade não envolve credo, classe social, etnia, cor, estada ou recinto, ou quaisquer diferença, ela envolve um todo, um ser humano, um ser, uma alma.

E vou lhes dizer mais, se somos reflexos uns dos outros, não devemos fazer mau, não machuque seu reflexo, ele também ama e quer ser amado.

                                                                                     _Com todo respeito, palavras de Letícia Nogueira.


  

  

sábado, 3 de agosto de 2013

 
                      Muro dos loucos




A vida é um manicômio perturbado, vivemos dentro de um muro aberto, as pessoas são soltas e loucas, vivem numa loucura real e visível, fazem idiotices o tempo todo, há muitos que se importam, outros nem tanto, pra eles pode ser divertido, mas para os que se importam, não passam de loucos reprimidos, são os que convivem com seus desejos ocultos e exprimidos dentro de seus peitos, e entalados em suas gargantas.

Eu quero lhes dizer que, vivemos dentro de uma espécie de muro branco enorme e assustador, cheio de padrões, regras e um grande alinhamento.

Cheio de problemas e erros conformistas. Todos que vivem ali dentro acabam por resolver seus  problemas dando nomes, rótulos e títulos, pensando assim, podem ameniza-los.

Agora porque  o mundo funciona assim, só o medo pode te dar está resposta, as pessoas não seguem os padrões da sociedade porque querem ou porque tenham vontade, as leis os perseguem, uma vez que você deixa os padrões e sai do alinhamento da sociedade, você se torna um perdido, se você não tem um emprego, uma família, uma obrigação, se não tem compromisso com a vida nem fé, é definido como um perdido, e também, como um corajoso.

Estará sempre a procura de algo novo, ou que preencha seu vazio, o que não é tão ruim assim. Terá medo de ser castigado por não ter objetivos, ou por não ter agarrado e abraçado alguma responsabilidade. 

Se encontrará em confronto com o que é certo e errado numa realidade distorcida, pelo fato dela ser neutra e interna, em processo mental. A loucura estará presente nos seus passos, aquele que é o louco por andar, aquele que é louco por falar, aquele que é louco por pensar. Em qual seja o estado mental em que se encontra, poderá passar por pequenas loucuras internas.

Na vida será cobrado por um emprego, uma família, uma obrigação, e a falta de compromisso com a vida e com a fé. Um ser humano com as dificuldades de cada dia, poderá apresentar problemas como a depressão, ou até mesmo a esquizofrenia, quando ele distância da realidade de seu dia a dia, da sociedade, ou de sua família que lhe conforta.

Ao se tornar um corajoso e enfrentar o mundo longe do conforto da aldeia que te rege, percebera o mau e o bem que te rodeia, aprendendo assim com ele, uma vez que se conhece o mau poderá relacionar o mau que virá em seguida em decorrência de seus tropeços. Não existe mau maior quando se conhece pela primeira vez o mau.

O corajoso que corre os riscos de trabalhar pelos seus sonhos e se distanciar da zona de conforto enfrentará o certo e o errado, o mesmo que o bem e o mau.

 Há muitos anos atrás, havia um rei muito poderoso e rico, dono de muitas terras e de muitas posses, era famoso de uma riqueza sem tamanho e temido por muitos, tinha um grande exército de homens fortes e ágeis, se dizia o homem mais poderoso e sábio de toda grande Inglaterra. Certo dia chegou um de seus empregados contando que acabara de chegar ao povoado um padre que todos idolatravam fervorosamente, dizia ele ser sábio. O rei se irritou tanto que mandou que o chamassem até a ele para que fosse morto, porque naquelas terras só existiria um homem sábio e poderoso o bastante para conduzir aqueles pobres homens. O padre ao chegar teve uma bela recepção até o altar do rei, o padre um homem simples ouvia atentamente suas perguntas. O rei num tom forte e irônico disse.
  __Como pode um homem que nem nasceu nessas terras ser tão idolatrado a ponto te acharem o homem mais sábio e poderoso, pobre homem não sabe com quem está se metendo. Eu sou o homem mais rico, sábio e poderoso dos quatro cantos do mundo, e quero lhe testar.
 __Pois diga, eu prometo lhe ouvir e lhe dar a resposta que quer.
 __Pois bem padre você como homem santo quero lhe perguntar, se eu te colocasse frente a frente como uma das prostitutas  mais cobiçadas do povoado e que lhe levasse a loucuras a quatro paredes, o que você faria?
 __Eu como um homem sábio, me controlaria, e sei bem o que uma mulher pode me oferecer.
 __E se um estrangeiro matasse toda sua família, seus pais, seus irmãos e irmãs?
 __Eu como um homem sábio, me controlaria, rezaria pela sua alma e o perdoaria. 
Ora, mas como é tolo este homem, zombou dando gargalhadas. O padre com toda a humildade e sabedoria do mundo lhe disse.
 __Tolo é aquele que não sabe se controlar, quando a vida lhe bate a porta a cara mostrando o mau e os pecados que te rodeiam dentro do muro dos loucos.  

Aquele homem que já está lançado na loucura da realidade num mundo que conhece e se adapta desde que se entende por gente, não conhece a loucura de ser louco, apenas porque não tem tempo pra reconhecer a loucura em que vive, pois se conforta nos braços da sociedade, e de sua vida rotineira

Sabe-se que cada indivíduo interpreta o real em função dos seus sentidos. Desta forma, o real é o resultado de uma função psicológica e fisiológica.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

                        Conecte a mim




Corpo a corpo num entrelaço me enlaço a te nesse descalço de noite
Meu corpo junto ao teu nesse enredo de cores e rostos
Não passa de um descaso pra libertinagem de dois seres
No demasiar alucinante e envolvente dos teus braços
Nossos corpos são o perfeito reflexo de uma noite
"O corpo nu é uma paisagem"
Tal me leva a insanidade
No encontro de uma imagem abstrata 
Que não é nada sem seu complemento
Que tal morar junto a mim, assim possamos ser o que moramos
Numa casa calorenta e de leveza algumas friezas pra normalizar.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

             Perdizes é o nome desse par de olhos

   


   Perdida eu estou, perdida eu estive, perdida eu estarei, se não souber o que eu quero, e oque eu pretendo fazer em minha vida.
   Faço tanto, quero tanto, já fiz tanto por mim e pelos outros, só sei que nessa vida nasce pra gritar e chamar atenção, volta e meia solto uns berros querendo lhes dizer o eu penso, outrora percorro por caminhos estranhos, por estradas velhas, vou de encontro ao meu recanto nem me encanto nem me desencanto, sou o que eu moro, onde quer que eu esteja eu não perco a minha essência, morada nova é aprendizagem, percorro o mundo em constante mobilidade, faço muito porque quero me descobrir, ando como um andarilho nas ruas da cidade, em meio a distâncias me equilibro numa corda bamba, canto por aí, assovio, fotografo leves momentos de reflexão, converso com a vida, danço com ela, toco com ela, escrevo por ela. 
  O mais conveniente pra mim nesse momento é escrever, a única liberdade que tem minhas mãos e que me conforta, porque de todas as mentiras a literatura é a minha favorita.
  Na escrita desejaria estar, mas não estou, quero me despir de todas as dificuldades internas.
  Na frente de uma tela com o teclado conectado, deixo minha marca, não me limito a dizer coisas que penso, deixo explicito a todos que tem interesse em saber sobre minhas ideias, muitas vezes contraditórias a deles, ou da sociedade.