terça-feira, 11 de junho de 2013

                           Me deixa a desejar






Você é o misto que me mista
A lista que me alista
A listra que me alisa
A Analise que me analisa
É o que eu canalizo dentro de mim.

sábado, 25 de maio de 2013

                                            Nos lençóis do mar








Entrego-me a ti, onda
Encante-me
Acaricie-me
Pegue-me de jeito
Acalente-me até penetrar dentro de mim
Engula-me e me cuspa em seguida
Bata em mim, me chacoalhe
Jogue-me e me junte a você outra vez
Deixe a maresia me inundar 
Quanto mais molhada eu ficar
Mais envolvido em seus lençóis eu ficarei 
Bata e rebata até ejacular 
Traga-me de volta à areia
Para que possamos dormir de conchinha
No demasiar dessa noite de verão que cai adentro.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

                              Comendo da própria boca






     Entrei num debate pela manhã, sobre o comprometimento e responsabilidade em ajudar ao próximo, conversei com uns amigos no refeitório da escola enquanto lanchavamos, contei a eles sobre algumas observações que eu fizera enquanto eles e nossos colegas lanchavam, percebe o quanto se apreçavam para lanchar e devolver o prato e o talher de cada dia.
      E certo que todo local tem suas desavenças e diferenças, mas quis centrar na ideia de que, de algum modo eles seriam capazes de se comprometerem a ajudar ao próximo, mas sempre um comentava, mas aquele fulano não merece, aquele beltrano também não, sicrano nem se fala. O assunto daquela manhã era individualidade.
      Você esta sentado num recinto publico, certamente com pessoas de media classe social, na hora da refeição milhares de pratos e talheres são compartilhados todos os dias, você apenas come, devolve o prato e o talher, mas nunca percebera que compartilhara prato e talher todas as manhas com pessoas que você nem conhece ou pouco se importa.
       Já parou pra pensar em quantas pessoas já colocaram a boca no talher que você segura?
       Não tenha nojo, mas pense, se você não é capaz de compartilhar um talher sem ter nojo do próximo, sem se importar com as indiferenças, tão pouco será capaz de amar o mundo com seus cidadãos e classes sociais.
       Comentei com eles, que se a vida cobrasse de nós a ajudar o próximo algum dia, na verdade ela sempre cobra, só não percebemos, nós não deveríamos nos importar com credo ou classe social, etnia ou cor, estada ou recinto, ou quaisquer diferença que tal individuo tivesse.
       Assim ambos que estavam presentes comigo, terminaram sua refeição com a rapidez de toda manhã e devolveram prato e talher, caminharam calados, e foram embora daquele lugar reflexivos sobre o que havia falado sobre o talher e prato de todo dia.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

                                Vou gritar sim, senhora!


          Vivo numa loucura real, tenho minhas crises e anormalidades de cada dia, tenho meus momentos de esquizôfrenia, em constante movimento e conhecimento percorro o meu mundo interno, interpessoal, um mundo constituido por ideais próprios, sem comparativos aos outros líderes da sociedade, aqueles sujeitos artificiais.
           Assim, de modo egoísta eu percorro o meu mundo, com conhecimento dos meus passos, escolhendo viver para conhecer, experimentar, enxarcando-me de conheceres, numa liberdade interna, e vou lhe dizer uma coisa, antes que venha me julgar, isso não me torna uma pessoa menor, pior ou menos amável.
           O que me difere das outras pessoas, é que eu internalizo meus objetivos de modo que me agrade tanto internamente como extamente, sem me submeter ao comparativo a todo tempo.
           

domingo, 24 de março de 2013

                                            Negro colorido





Sonho em encontrar negra (o) ruiva (o)
Sonho em encontrar negra (o) de lábios finos
Sonho em encontrar negra (o) de nariz arrebitado
Sonho em encontrar negra (o) de olhos azuis
Sonho em encontrar negra (o) loira (o)
Sonho em encontrar japonês (a) negra (o)

Mas enquanto a cor de pele for mais importante, como poderei encontrar tantas misturas?
É como encontrar uma rosa azul numa imensidão de rosas vermelhas
Tão bela é a rosa vermelha, que não se mistura
Digo sempre, somos um só, de um jeito só, somos um mundo, apesar das diferenças.

quinta-feira, 7 de março de 2013

                          Trabalho árduo
  



   Carlos acordava de segunda a sexta todas as manhãs às 06h30min, numa manhã de segunda-feira, como um dia qualquer, um recomeço talvez posso arriscar a dizer, ia pro trabalho, não porque queira, mas porque precisava, isso era o que ele achava.

  No caminho das manhãs de rotina de Carlos até o trabalho, os "tolos" transitavam pra lá e pra cá, tinham os que nunca se ausentavam, os que  corriam em direção aos seus trabalhos, os que corriam para estudar na esperança de um futuro melhor. Aqueles que não tinham muito compromisso com a vida se via contando os passos na espera do sol que cobrira o céu para o começo de um novo dia.

   Ao chegar ao trabalho, muito compromisso a todo o momento, clientes oportunistas de prontidão entravam e saiam com precisam ansiosos por um trabalho bem feito e que provocasse reação nas pessoas.

   O trabalho é exaustivo do começo do dia até o fim do dia, mas nem por isso ele deixava de trabalhar porque precisava do dinheiro, Carlos era otimista. Onde otimistas são aceitáveis, pessimistas inaceitáveis, e realistas inadmissíveis.

   Quando se apanha uma idade não da mais pra sonhar tão alto quanto se quer, pois as responsabilidades e os problemas estão no seu dia a dia a todo o momento. Mas Carlos continuava sonhador mesmo com os problemas e responsabilidades de cada dia, pois precisa sonhar, era jovem, muito admirado pelo seu talento e sua simplicidade, embora tivesse sua rotina de cada dia, e seu trabalho ardo, nunca deixou de buscar pelo o que realmente o valia o esforço de seu suor.

   Analua era o nome da mulher de seus sonhos eróticos e descompromissados, cabelos negros, pele clara, olhar conducente, lábios carnudos, de origem portuguesa. Todos os dias no caminho do trabalho ele a encontrava pelo seu caminho transitando por avenidas movimentadas, mas seus passos largos não caminhavam com pressa, caminhavam apenas por caminhar, ela ia em direção ao seu trabalho, a cafeteria dos Walnut.

   Essa mulher era o que realmente lhe valia o dia, mas por falta de tempo nunca se aproximara de Analua.

   A palavra tempo, só sabia repetir essa palavra, tempo pra tudo, tempo certo, tempo incerto, haja tempo pra todos os seus argumentos.

  Outro dia mesmo eles se esbarraram, Carlos ia pro trabalho a pé, pois seu carro havia estragado, e Analua também, com coragem ele deixou de apreciá-la de longe e foi logo a cumprimentando com um largo sorriso no rosto, a manhã fazia sol, as mesmas pessoas transitavam por eles, embora não pudesse notar as pessoas que ali passavam, pois era tão intenso o brilho da linda mulher a sua frente que ele perderá toda a percepção daquela manhã focando-se apenas nela.

  Os dois pareciam ser objetivos, apesar do comprimento embaraçoso, foram logo tratando de se encontrarem mais tarde, num jantar ás 20h00min da noite. Ele teve todo o tempo naquele instante para apreciar todos os seus traços, de boca, silhueta a pés, a mulher usava sapatos vermelhos.

  Engraçado talvez ele não percebesse, mas gastara um pouco do seu tempo observando a linda mulher, tempo era uma coisa que ele não tinha em seu dia a dia, mas naquela manhã ele encontrou tempo para o que realmente valia todas as manhãs de seus dias.

  Ficou feliz ao chegar ao trabalho, não fez as coisas porque tinha que fazer, dedicou-se mais, estava feliz, seu dia havia começado bem, o tempo ele já não falara mais, apenas estava contente em ter um encontro aquela noite, e o tempo passou como deveria passar, de forma sútil.

  A noite chegou, ele estava contente, os dois se encontraram na Avenida Argentina, na choperia Londres, estavam avontades um com o outro, beberam chopes e mais chopes, e a noite parecia curta para os dois, conversaram tanto sobre seus trabalhos, seus sonhos, seus ideais, que acabaram definindo ser indiferentes um pro outro, a noite caiu adentro, de gole a gole, palavra a palavra, acabaram se beijando, pareceu estranho por um estante, mas no final tudo acabou bem, já era tarde para a mulher, ela pediu que ele a levasse em casa.

  Agora Carlos tinha um "tempo" em suas mãos, que lhe valia uma manhã, uma noite, um dia, ou quem sabe um pra sempre, mas isso dependia do tempo que ele se dedicasse a ela. Com a frequência dos encontros, ele foi ficando cada vez mais feliz, e relaxado de seus problemas, pois a cada encontro lhe valia a felicidade e o equilíbrio de um dia.

  Ele não percebera, mas na medida em que os encontros se tornavam mais frequentes com a moça, o seu tempo no trabalho não o importava mais, seus sonhos cresciam cada vez mais a seu lado, os dias se equilibravam, e no fim, toda noite era surpresa, seus dias se tornaram produtivos.

  Carlos já estava apaixonado pelos caprichos de Analua, a cada encontro um despertar de novas ideias, um amor que florescia de forma desenfreada, e aqueles dois não pareciam mais se importar com seus trabalhos, com seus problemas de cada dia, e enfim com o tempo. O tempo para os dois era sagrado, nada mais temera aqueles dois de sonharem, pois faziam isso juntos, como uma união.

  "O amor que lhe é entregue, confiado e aceito, será compartilhado sem esperar pelo retorno".

   Agora a união de dois sonhavam juntos pelo tempo, o amor construía sonhos, e ideais de vidas, nada mais se importa. Isso era o que Carlos aprenderá por amar Analua, e dedicar-se a amar a mulher de seus sonhos, o tempo não lhe importava mais, porque o tempo é homem.

Reflexão: Ao amar nada o temerá, nada o enfraquecera, tudo entrara em equilíbrio, até mesmo o tempo. Não trabalhe por dinheiro, trabalhe pelos seus sonhos.

sexta-feira, 1 de março de 2013

                     Realidade distorcida







   O que é visível aos olhos de alguns, pode ser invisível aos olhos de outros. A realidade está nos olhos de quem vê e sente de corpo, alma, e coração.
   A elevação se dá ao amor que você tem pela sensação de bem estar, podendo sozinho em processo neutro, em silêncio externo elevar-se a outro estado mental, a uma situação desconhecida permanentemente por alguns segundos.
   A situação em que se encontra da se á um sigilo psíquico da sua relação interna com a externa, tornando você em controle interno e em descontrole externo.
   Alguns pontos de energia se concentram em determinados pontos de seu corpo tanto internos quanto externos, elevando sua meditação de encontro a seu corpo de alma e coração.
   Uma realidade distorcida pelo fato dela ser neutra e interna, em processo mental. A loucura está presente nos passos de qualquer um, aquele que é louco por andar, aquele que é louco por falar, aquele que é louco por pensar. Qualquer um, em qual seja seu estado mental em que se encontra, pode passar por pequenas loucuras internas, em confronto com o que é certo ou errado.
   Um ser humano, com as dificuldades de cada dia, pode apresentar problemas como a depressão, ou até mesmo a esquizofrenia, quando se distância da realidade de seu dia a dia, da sociedade, ou de sua família que lhe conforta. 
   Aquele homem que já está lançado na loucura da realidade num mundo que conhece e se adapta desde que se entende por gente, não conhece a loucura de ser louco, apenas porque não tem tempo pra reconhecer a loucura em que vive, pois se conforta nos braços da sociedade, e de sua vida rotineira
   Sabe-se que cada indivíduo interpreta o real em função dos seus sentidos. Desta forma, o real é o resultado de uma função psicológica e fisiológica.