Vou gritar sim, senhora!
Vivo numa loucura real, tenho minhas crises e anormalidades de cada dia, tenho meus momentos de esquizôfrenia, em constante movimento e conhecimento percorro o meu mundo interno, interpessoal, um mundo constituido por ideais próprios, sem comparativos aos outros líderes da sociedade, aqueles sujeitos artificiais.
Assim, de modo egoísta eu percorro o meu mundo, com conhecimento dos meus passos, escolhendo viver para conhecer, experimentar, enxarcando-me de conheceres, numa liberdade interna, e vou lhe dizer uma coisa, antes que venha me julgar, isso não me torna uma pessoa menor, pior ou menos amável.
O que me difere das outras pessoas, é que eu internalizo meus objetivos de modo que me agrade tanto internamente como extamente, sem me submeter ao comparativo a todo tempo.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
domingo, 24 de março de 2013
Negro colorido
Sonho em encontrar negra (o) ruiva (o)
Sonho em encontrar negra (o) de lábios finos
Sonho em encontrar negra (o) de nariz arrebitado
Sonho em encontrar negra (o) de olhos azuis
Sonho em encontrar negra (o) loira (o)
Sonho em encontrar japonês (a) negra (o)
Mas enquanto a cor de pele for mais importante, como poderei encontrar tantas misturas?
É como encontrar uma rosa azul numa imensidão de rosas vermelhas
Tão bela é a rosa vermelha, que não se mistura
Digo sempre, somos um só, de um jeito só, somos um mundo, apesar das diferenças.
Sonho em encontrar negra (o) ruiva (o)
Sonho em encontrar negra (o) de lábios finos
Sonho em encontrar negra (o) de nariz arrebitado
Sonho em encontrar negra (o) de olhos azuis
Sonho em encontrar negra (o) loira (o)
Sonho em encontrar japonês (a) negra (o)
Mas enquanto a cor de pele for mais importante, como poderei encontrar tantas misturas?
É como encontrar uma rosa azul numa imensidão de rosas vermelhas
Tão bela é a rosa vermelha, que não se mistura
Digo sempre, somos um só, de um jeito só, somos um mundo, apesar das diferenças.
quinta-feira, 7 de março de 2013
Trabalho árduo
Carlos acordava de segunda a sexta todas as manhãs às 06h30min, numa manhã de segunda-feira, como um dia qualquer, um recomeço talvez posso arriscar a dizer, ia pro trabalho, não porque queira, mas porque precisava, isso era o que ele achava.
Agora
a união de dois sonhavam juntos pelo tempo, o amor construía sonhos, e ideais
de vidas, nada mais se importa. Isso era o que Carlos aprenderá por amar
Analua, e dedicar-se a amar a mulher de seus sonhos, o tempo não lhe importava
mais, porque o tempo é homem.
Reflexão: Ao amar nada o temerá, nada o enfraquecera, tudo entrara em equilíbrio, até mesmo o tempo. Não trabalhe por dinheiro, trabalhe pelos seus sonhos.
Carlos acordava de segunda a sexta todas as manhãs às 06h30min, numa manhã de segunda-feira, como um dia qualquer, um recomeço talvez posso arriscar a dizer, ia pro trabalho, não porque queira, mas porque precisava, isso era o que ele achava.
No caminho
das manhãs de rotina de Carlos até o trabalho, os "tolos" transitavam
pra lá e pra cá, tinham os que nunca se ausentavam, os que corriam em direção aos seus trabalhos, os que
corriam para estudar na esperança de um futuro melhor. Aqueles que não tinham muito
compromisso com a vida se via contando os passos na espera do sol que cobrira o
céu para o começo de um novo dia.
Ao
chegar ao trabalho, muito compromisso a todo o momento, clientes oportunistas
de prontidão entravam e saiam com precisam ansiosos por um trabalho bem feito e
que provocasse reação nas pessoas.
O
trabalho é exaustivo do começo do dia até o fim do dia, mas nem por isso
ele deixava de trabalhar porque precisava do dinheiro, Carlos era
otimista. Onde otimistas são aceitáveis, pessimistas inaceitáveis, e
realistas
inadmissíveis.
Quando se apanha uma idade não da mais pra sonhar tão alto quanto se
quer, pois as responsabilidades e os problemas estão no seu dia a dia a todo o
momento. Mas Carlos continuava sonhador mesmo com os problemas e
responsabilidades de cada dia, pois precisa sonhar, era jovem, muito admirado
pelo seu talento e sua simplicidade, embora tivesse sua rotina de cada dia, e
seu trabalho ardo, nunca deixou de buscar pelo o que realmente o valia o
esforço de seu suor.
Analua era o nome da mulher de seus sonhos eróticos e descompromissados,
cabelos negros, pele clara, olhar conducente, lábios carnudos, de origem
portuguesa. Todos os dias no caminho do trabalho ele a encontrava pelo seu
caminho transitando por avenidas movimentadas, mas seus passos largos não
caminhavam com pressa, caminhavam apenas por caminhar, ela ia em direção ao seu
trabalho, a cafeteria dos Walnut.
Essa
mulher era o que realmente lhe valia o dia, mas por falta de tempo nunca se aproximara
de Analua.
A
palavra tempo, só sabia repetir essa palavra, tempo pra tudo, tempo certo,
tempo incerto, haja tempo pra todos os seus argumentos.
Outro dia
mesmo eles se esbarraram, Carlos ia pro trabalho a pé, pois seu carro havia
estragado, e Analua também, com coragem ele deixou de apreciá-la de longe
e foi logo a cumprimentando com um largo sorriso no rosto, a manhã fazia sol,
as mesmas pessoas transitavam por eles, embora não pudesse notar as pessoas que
ali passavam, pois era tão intenso o brilho da linda mulher a sua frente que
ele perderá toda a percepção daquela manhã focando-se apenas nela.
Os dois
pareciam ser objetivos, apesar do comprimento embaraçoso, foram logo tratando
de se encontrarem mais tarde, num jantar ás 20h00min da noite. Ele teve todo o
tempo naquele instante para apreciar todos os seus traços, de boca, silhueta a
pés, a mulher usava sapatos vermelhos.
Engraçado
talvez ele não percebesse, mas gastara um pouco do seu tempo observando a linda
mulher, tempo era uma coisa que ele não tinha em seu dia a dia, mas naquela
manhã ele encontrou tempo para o que realmente valia todas as manhãs de seus
dias.
Ficou feliz
ao chegar ao trabalho, não fez as coisas porque tinha que fazer, dedicou-se
mais, estava feliz, seu dia havia começado bem, o tempo ele já não falara mais,
apenas estava contente em ter um encontro aquela noite, e o tempo passou como
deveria passar, de forma sútil.
A noite
chegou, ele estava contente, os dois se encontraram na Avenida Argentina, na
choperia Londres, estavam avontades um com o outro, beberam chopes e mais
chopes, e a noite parecia curta para os dois, conversaram tanto sobre seus
trabalhos, seus sonhos, seus ideais, que acabaram definindo ser indiferentes um
pro outro, a noite caiu adentro, de gole a gole, palavra a palavra, acabaram se
beijando, pareceu estranho por um estante, mas no final tudo acabou bem, já
era tarde para a mulher, ela pediu que ele a levasse em casa.
Agora
Carlos tinha um "tempo" em suas mãos, que lhe valia uma manhã, uma
noite, um dia, ou quem sabe um pra sempre, mas isso dependia do tempo que ele
se dedicasse a ela. Com a frequência dos encontros, ele foi ficando cada vez
mais feliz, e relaxado de seus problemas, pois a cada encontro lhe valia a
felicidade e o equilíbrio de um dia.
Ele não
percebera, mas na medida em que os encontros se tornavam mais frequentes com a
moça, o seu tempo no trabalho não o importava mais, seus sonhos cresciam cada
vez mais a seu lado, os dias se equilibravam, e no fim, toda noite era
surpresa, seus dias se tornaram produtivos.
Carlos já
estava apaixonado pelos caprichos de Analua, a cada encontro um despertar de
novas ideias, um amor que florescia de forma desenfreada, e aqueles dois não
pareciam mais se importar com seus trabalhos, com seus problemas de cada dia, e
enfim com o tempo. O tempo para os dois era sagrado, nada mais temera aqueles
dois de sonharem, pois faziam isso juntos, como uma união.
"O
amor que lhe é entregue, confiado e aceito, será compartilhado sem esperar pelo
retorno".
Reflexão: Ao amar nada o temerá, nada o enfraquecera, tudo entrara em equilíbrio, até mesmo o tempo. Não trabalhe por dinheiro, trabalhe pelos seus sonhos.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Realidade distorcida
O que é visível aos olhos de alguns, pode ser invisível aos olhos de
outros. A realidade está nos olhos de quem vê e sente de corpo, alma, e
coração.
A elevação se dá ao amor que você tem pela sensação de bem estar,
podendo sozinho em processo neutro, em silêncio externo elevar-se a outro
estado mental, a uma situação desconhecida permanentemente por alguns segundos.
A situação em que se encontra da se á um sigilo psíquico da
sua relação interna com a externa, tornando você em controle interno e em
descontrole externo.
Alguns pontos de energia se concentram em determinados pontos de
seu corpo tanto internos quanto externos, elevando sua meditação de encontro a
seu corpo de alma e coração.
Uma realidade distorcida pelo fato dela ser neutra e
interna, em processo mental. A loucura está presente nos passos de qualquer um,
aquele que é louco por andar, aquele que é louco por falar, aquele que é louco
por pensar. Qualquer um, em qual seja seu estado mental em que se encontra, pode
passar por pequenas loucuras internas, em confronto com o que é certo ou errado.
Um ser humano, com as dificuldades de cada dia, pode
apresentar problemas como a depressão, ou até mesmo a esquizofrenia, quando se
distância da realidade de seu dia a dia, da sociedade, ou de sua família que
lhe conforta.
Aquele homem que já está lançado na loucura da realidade num mundo que conhece e se adapta desde que se entende por gente, não conhece a loucura de ser louco, apenas porque não tem tempo pra reconhecer a loucura em que vive, pois se conforta nos braços da sociedade, e de sua vida rotineira
Sabe-se que cada indivíduo interpreta o real em função dos seus sentidos. Desta forma, o real é o resultado de uma função psicológica e fisiológica.
Aquele homem que já está lançado na loucura da realidade num mundo que conhece e se adapta desde que se entende por gente, não conhece a loucura de ser louco, apenas porque não tem tempo pra reconhecer a loucura em que vive, pois se conforta nos braços da sociedade, e de sua vida rotineira
Sabe-se que cada indivíduo interpreta o real em função dos seus sentidos. Desta forma, o real é o resultado de uma função psicológica e fisiológica.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Enrola-te a mim
Enrolada com o livro misterioso
Osso do ofício estas entre linhas
O fio da linda telefônica que não se desliga fácil
Enrolada eu
Não me desfaço
Faço rabiscos do outro lado da linha
Digo o que eu quero
Quando bem entendo
Não me limito a te dizer coisas penso
Tão quente que pressente meus pensamentos
Corajosa por gritar insanidades
Sem pensar na reação de um segundo par de olhos.
Por um minuto nos encontramos
Por outro instante nos desencontramos.
Entramos na estante das lembranças.
Enrolada com o livro misterioso
Osso do ofício estas entre linhas
O fio da linda telefônica que não se desliga fácil
Enrolada eu
Não me desfaço
Faço rabiscos do outro lado da linha
Digo o que eu quero
Quando bem entendo
Não me limito a te dizer coisas penso
Tão quente que pressente meus pensamentos
Corajosa por gritar insanidades
Sem pensar na reação de um segundo par de olhos.
Por um minuto nos encontramos
Por outro instante nos desencontramos.
Entramos na estante das lembranças.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Sombra Obscura
Outra noite, outro encontro. Sai ás pressas fui de encontro aos eucaliptos, onde sinto paz entre árvores iguais que fazem de seu tronco o seu batuque, que fecham a mata em completa escuridão, abriga animais em seus galhos e suas raízes. Sinto-me obrigada a sair da minha toca e ir de encontro á natureza só para ouvir o som do silêncio das árvores, e o que elas têm a me dizer.
Encontro-me longe da civilização por uma noite, sinto que devia fazer isso mais vezes, afinal o que tenho a perder debaixo de uma sombra de árvore, uma sombra obscura que habita as milhas de um pasto denso, no começo pode parecer estranho, você não se acostuma é escuro demais para um simples ser humano, é tão longe de tudo, e o silêncio que ali presente na escuridão preenche seu medo, te faz suar frio como se a qualquer momento alguém te pegasse por trás, ou pelos pés ou por debaixo da saia.
Por que eu teria medo num lugar assim tão sozinho, tão vazio, tão sem vida, afinal o que pode me fazer mal ali, não parece me representar nenhum perigo. Mas é que na verdade eu estou tão acostumada com o som e com a luz que preenchem meu dia de começo a fim, que me amedronto em lugares assim escuros e vazios, convivo com som e luz o tempo todo, pessoas por todo canto, são esses sons, luzes e vidas que amenizam a minha solidão.
Nesse momento não existe ninguém para me lembrar-me de minhas dores, sinto-me obrigada a cair nos braços da loucura das sombras das árvores, não tenho medo de caminhar, a cada passo que dou é uma descoberta, ás vezes um desprendimento de dores, coleciono gravetos de primavera em meus bolsos fundos. Na natureza a loucura está presente, as árvores pressentem o meu medo. Sinceramente eu não espero que a natureza me ouça, me entenda, sei que ela pode se assustar, na natureza tudo está presente, se eu gritar minhas dores tente me compreender, seu gritar de felicidade tente me compreender também, mas enfim me ajude a gritar, vamos nós duas juntas, grite comigo, viva comigo suas dores, suas mágoas, suas alegrias, aqui ninguém canta, só se encanta, como um bom poeta.
Talvez por mais que eu corra neste pasto escuro sozinha, eu nunca saiba entender como sentir o amor, por mais difícil que seja entender, compreenda que amor é pra ser entregue.
Alguma vez
alguém me disse que a morte se veste de vermelho, mais eu prefiro dizer que a
morte é colorida, a morte é um complemento de cores. "Quando alguém morre se
torna um pedaço do céu", é assim que os religiosos me contam desde que eu era
pequena, estive pensando nas vidas que já estiverem presentes comigo e que
hoje perecem em minha vida, quando se caminha sozinha por longos densos pastos
escuros, tudo que é vazio se torna um eco em seus pensamentos, até mesmo a dor
da perda.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Ponte Mágica
Alguma vez você já se imaginou invisível
Alguma vez você já se imaginou invisível
Um real invisível transitando pelos tolos
Numa avenida movimentada
Onde há pessoas transitando pra lá e pra cá
Passo a passo num real visível
Tornando-me
invisível seria capaz de criar o meu Mundo diante dos tolos
Seria algo incomum,
OBSENO
Talvez eu me
comparasse a um inseto negro
Que não faz muita
diferença em dias cinzas
Somados a dias
pesados.
Criaria então a
minha ponte mágica
A minha mobilidade
invisível seria um vendaval que cortaria ventos e mares
Num Mundo com
rostos e cores me esperando lá fora
Que vivem
simultaneamente se entrelaçando uns com os outros
Criando novas
cores, novas caras e novos sentimentos.
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